sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nas eleições, afirmar o PSOL como partido das lutas sociais!



Manifesto da Chapa: PSOL: um partido para as lutas sociais!
Campo Debate Socialista, Coletivo Luta Vermelha, Enlace e Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR)


Uma nova conjuntura política vem se desenhando em meio ao processo das eleições municipais de 2012. Uma nova situação vem se desenvolvendo nestes dois anos de mandato do governo Dilma com três traços fundamentais: a) desaceleração do crescimento do PIB pelo segundo ano consecutivo, como resultado da crise internacional -- com alguns indicadores de estagnação econômica, como a brutal queda do investimento das empresas, o aumento da inadimplência e a freada na criação de empregos formais, ao lado do avanço na perda de direitos da classe trabalhadora e na ampliação das privativações – b) uma significativa recuperação das greves na classe trabalhadora – diversificada em amplos setores – e; c) lutas populares de resistência, como a luta contra as remoções, à especulação imobiliária e em defesa do direito à moradia, a resistência aos desastres sócio-ambientais no horizonte, como Belo Monte.

Há uma retomada expressiva e crescente do número de greves no país nos dois primeiros anos do governo Dilma/PMDB. No primeiro semestre deste ano, houve greves e mobilizações expressivas na construção civil (mais de 300 mil operários em 20 estados), em redes estaduais de educação, e importante mobilização dos bombeiros, uma inédita e expressiva rede de greves nos transportes ferroviários e metroviários, que teve também caráter interestadual.

Ao longo do mês de agosto, segundo cálculo dos sindicatos e federações, mais de 300 mil servidores federais encontram-se de braços cruzados por reajustes salariais e reestruturação das carreiras, com destaque para a greve de três meses dos docentes das Universidades federais.

Aos sinais inequívocos de extensão e aprofundamento da crise internacional, que neste ano chega a consequências dramáticas no continente europeu, o governo Dilma/PMDB vem, desde 2011, cortando gastos públicos e sociais, arrochando salários dos servidores. Diante da volta do fantasma da inflação e do turbulento cenário externo, que ameaça também as exportações do país, tanto o governo como o setor privado sinalizaram apertos nos salários e ataques aos direitos trabalhistas.

Ou seja, diante da crise, a coalizão dominante capitalista – o capital financeiro, o agronegócio, os grandes grupos siderúrgicos, empreiteiras –, cerrou ainda mais suas fileiras em torno do governo PT-PMDB. E este não lhes faltou. Estão aí para comprovar as inúmeras medidas, projetos e políticas que o governo vem adotando em benefício deste condomínio, tais como: a) a revisão do Código Florestal; b) os recentes pacotes de privatização da infraestrutura do país, como as concessões dos aeroportos e as novas “parcerias” com o setor privado nas estradas e ferrovias; c) Manutenção dos privilégios ao capital financeiro e à especulação pela via do pagamento dos juros da dívida pública; d) Cortes dos impostos para o empresariado, sob pretexto de manter a economia aquecida e garantir empregos (argumento desmentido ao assegurar a continuidade do corte de impostos da General Motors, mesmo depois que a empresa anunciou a demissão de mais de mil trabalhadores em São José dos Campos!); e) a ofensiva para aprovar o “Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico” que flexibiliza a CLT; f) a retomada da discussão para uma nova “mudança” na previdência social, para dificultar ainda mais as aposentadorias dos trabalhadores; e g) o ataque ao direito de greve com cortes dos salários dos servidores e a edição do decreto 7.777/2012 anti-greve de Dilma.

Neste cenário, a abertura do Brasil ao investimento de capital excedente vindo do exterior, que não encontra situações de valorização em seus locais de origem – capitais europeus, estadunidenses – na construção das mega obras para a Copa e as Olimpíadas, mesmo com a criação de milhares de novos empregos, tende a acirrar a luta pelo direito ao espaço urbano: moradia, acesso aos centros urbanos e aos serviços públicos, contra os deslocamentos e desapropriações.

Enquanto o BNDES atua fortemente como instrumento para grandes injeções de dinheiro público no capital, o governo Dilma endurece nas negociações com todas as categorias do setor público. Não por acaso, a oposição de direita, do bloco PSDB-DEM, não tem o que criticar nesta sucessão de pacotes e benefícios para os ricos. Resta a pauta da corrupção em período de julgamento do mensalão que poderá desgastar muito o PT nas eleições municipais, mas que tem que ser comentada com muita “moderação” pela oposição de direita, pois a CPI de Carlos Cachoeira deu evidências tão fortes das podres relações de altos dignitários deste bloco que praticamente estão terminando por sepultar os DEM.

Aprofunda-se igualmente o retrocesso, no ataque sem trégua aos direitos humanos no Brasil, patrocinados pelos governos, com apoio das burguesias locais e nacional, bem como dos setores mais fundamentalistas da burguesia: a) o ataque, sob diversas formas, aos povos indígenas e quilombolas; b) o retrocesso na política de reforma agrária; c) a não afirmação das políticas públicas de combate ao racismo, machismo e homofobia; d) o grande processo de remoção e destruição de moradia populares, que afetam centenas de milhares de pessoas em nome dos mega eventos, como a Copa do Mundo, e do capital imobiliário; e) a tentativa de consolidar a concepção de que política de segurança significa repressão à população pobre, ao invés de políticas públicas ativas; f) a criminalização do direito de greve e de organização popular; g) a crescente transformação do meio ambiente em mercadoria.

Isto tudo coloca na ordem do dia o compromisso com a unificação das lutas sindicais e populares e dos setores que as apoiam, além da necessidade de não retroceder na construção programática da esquerda socialista

O lugar do partido na conjuntura

É nesta conjuntura em que ocorrem as eleições municipais, nas quais, a este cenário nacional, somam-se as mazelas no âmbito das cidades: a precariedade dos serviços públicos, o colapso do transporte público, o drama da violência policial sobre a população mais jovem e pobre nas grandes periferias e morros, no déficit do saneamento básico.

O PSOL pode e deve representar neste país uma consequente e coerente oposição de esquerda aos blocos dominantes na esfera federal, estadual e municipal nestas eleições; é quem não tem rabo preso, é quem pode se afirmar no apoio e solidariedade às demandas e lutas sociais, colocando-se como seu porta-voz durante o processo eleitoral. Por isso, é fundamental ligar as questões e mazelas no âmbito municipal com as questões nacionais oriundas do modelo que mantém a desigualdade social estrutural do Brasil.

O PSOL pode e deve apresentar um programa profundamente anti-desigualdade social nas cidades, de enfrentamento aos grupos e máfias capitalistas que se beneficiam da especulação imobiliária, da privatização dos transportes, da saúde e da educação. Temos claro que esta luta é de longa duração, pois o projeto petista de “desenvolvimento” nacional subordinado ao grande capital financeiro conseguiu unificar múltiplos setores burgueses no Brasil, que contribuem para a permanência da atual hegemonia.

Para o PSOL avançar

A alternativa a esta situação é de projeto, de modelo. Diante dessa situação, o PSOL tem que se afirmar com um programa que inverta a lógica do favorecimento do capital através da exploração da classe trabalhadora e da apropriação de recursos destinados aos direitos fundamentais da população.

O PSOL tem que ser a expressão da luta por um autêntico orçamento público, que inverta as prioridades, que pare com a sangria do pagamento da dívida pública, que combata as máfias nas cidades, priorizando os serviços públicos e estatais de qualidade – transporte, educação, saúde e moradia -- ; que defenda uma política de tributação progressiva sobre o capital, o lucro e a fortuna; que defenda o direito de greve em todos os setores da classe trabalhadora e de ocupação nas cidades. O PSOL tem que ser um contraponto a criminalização das lutas populares e da pobreza, pautando para isso a desmilitarização das polícias e guardas civis.

É parte da construção desse projeto, nestas eleições, denunciar o desastre sócio-ambiental, e de retrocesso nos direitos humanos, que se agudiza com o modelo de “desenvolvimento” colocado em prática pelo PT, e os principais setores da burguesia, como os bancos, as grandes empresas e o agronegócio. Será preciso para isso afirmar uma visão ecológica e socialista que se contraponha às falsas saídas para a crise ambiental oferecidas pelo “capitalismo verde”, do qual Marina Silva é a principal representante brasileira na atualidade.

E precisamos ter isso muito claro, pois é incompatível a presença de Marina Silva em programas de TV de candidatos do partido com o perfil político e programático que o PSOL precisa afirmar no Brasil.

Ao lado das lutas da classe trabalhadora, o PSOL deve reafirmar seu compromisso socialista com a luta contra todas as opressões e discriminações.

O PSOL não vai esconder nas eleições que está ao lado de todos os povos e classes trabalhadoras que se levantam e se indignam em diversas regiões do planeta contra os efeitos da crise.

Por isso, o PSOL no Brasil tem que se apresentar como o partido da Primavera Árabe, da resistência radical e anticapitalista dos gregos, dos indignados e grevistas da Espanha, dos 99% contra o 1% dos EUA.

E temos que ser assim porque o Brasil também precisa de uma primavera!!

É com este perfil de campanha e de partido que estamos trabalhando nestas eleições e aprofundando nossa intervenção social neste semestre, buscando contribuir assim para a vitória das mobilizações e greves em andamento.

Será com este perfil que iremos afirmar nesta conjuntura e nestas eleições o PSOL como um partido socialista e independente, plural e democrático.

E para isso, para mostrar que nada temos a ver com os esquemas da corrupção institucional da política, defendemos a afirmação do PSOL como partido que não aceita e nem busca um centavo sequer de empresas e grupos capitalistas para o financiamento das suas campanhas.

Agosto de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

QUAL É O NOSSO PAPEL DIANTE DA “FARSA” DAS ELEIÇÕES?



Sabemos que o sistema político vigente (burguês) serve aos velhos partidos da ordem. Durante as eleições, por exemplo, o tempo que cada partido tem na campanha eleitoral (rádio e TV), que é medido pelo número de deputados federais eleitos no último pleito. Desta forma, os velhos partidos, que sempre dominaram a política nacional, têm todas as condições de se manterem no poder. E eles não poupam recursos para continuar no poder.

Os financiadores das grandes campanhas são as construtoras, banqueiros, latifundiários, donos das grandes empresas e indústrias. E é depois das eleições que, numa situação de “toma-lá-dá-cá”, exigirão que sejam aprovadas medidas para que se beneficiem. Deste modo, farão com que a realidade continue como está, pois lucram muito em cima da pobreza e da exploração dos trabalhadores. Por isso que o povo vota com esperança de mudanças e elas não acontecem. E os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e endividados.

Nós do PSOL pensamos e fazemos bem diferente disso. Nossa campanha é financiada pelos trabalhadores e militantes, pouco a pouco, de modo que firmamos compromisso apenas com a população trabalhadora. Afinal, conforme o ditado popular, “quem paga a banda escolhe a música”.

Diante dessa situação, aproveitaremos o espaço eleitoral para estabelecer o diálogo com a população para denunciar os ataques contra nossos direitos sociais, que aumentam a cada dia. Levaremos à frente as causas dos trabalhadores e não das grandes empresas. Nessas eleições, traremos ao público as discussões que não serão levantadas pelos partidos tradicionais.

Embora sejamos um partido, não atuamos somente no período eleitoral. Para nós a mudança se dá em todos os espaços do cotidiano. Se alcançarmos um mandato na Câmara de Vereadores de Toledo, ele servirá como mais um instrumento quem queremos fortalecer em prol das lutas em defesa das liberdades e por igualdade social e contra o sistema de exploração. Apresentaremos propostas objetivas que irão de encontro com os interesses da classe trabalhadora. Denunciaremos e combateremos todas as políticas que são planejadas contra a população e que só beneficia as elites.

PRECISAMOS DE VOZES DESTOANTES!

VOCÊ TEM OPÇÃO! VOCÊ TEM PSOL!

PARA VEREADOR LORENZO BALEN 50.123




quarta-feira, 18 de julho de 2012

TODO APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES DA FAVILLE - Marechal Cândido Rondon-PR

A que ponto chegou a situação! Os trabalhadores são obrigados a fazer greve para receber o que já está em lei: pagamento de salário, auxílio alimentação, depósito do FGTS, etc. Enquanto isso a Faville há anos recebe generosos empréstimos da Prefeitura Municipal. Dinheiro emprestado de pai pra filho! Não é por acaso que o dono da empresa coordenou a campanha do atual prefeito! O que a empresa faz com esse dinheiro?

A empresa alega que não tem dinheiro e que não tem matéria-prima. Porém, os trabalhadores não podem pagar pelo calote do patrão aos fornecedores! É um absurdo que uma empresa que recebeu o terreno da prefeitura, vários incentivos e generosos empréstimos, agora diga que não tem dinheiro para pagar o salário dos trabalhadores. Isso, sem contar o contrato milionário que tinha com o governo do Estado para vender merenda às escolas!

A lei de recuperação de empresas (Lei 11.101/05) afirma que em caso de falência, as primeiras dívidas a serem pagas devem ser as trabalhistas (salário, INSS e outros). Caso a empresa não tenha dinheiro suficiente, uma das garantias dos trabalhadores é o direito de assumir e administrar o patrimônio da empresa.

Dia 16 os trabalhadores em luta conquistaram uma vitória parcial: a empresa propôs parcelar o salário de junho em duas vezes. Porém isso é insuficiente. Que garantia os trabalhadores têm com uma empresa que já atrasa o salário há mais de 1 ano? Se a greve continuar é possível conseguir mais. A empresa precisa garantir o pagamento imediato de todo o salário atrasado, o depósito do FGTS, todo o auxilio alimentação e a manutenção de todos os empregos. É preciso também melhorar o salário dos trabalhadores. Quem produz a riqueza são os trabalhadores. Quem paga os impostos também são os trabalhadores.

Em todo país as empresas lucram com incentivos do governo (redução do IPI, empréstimos facilitados, etc), mas não pensam duas vezes antes de demitir os trabalhadores. Por isso é importante também aprovar um termo onde a empresa se comprometa a não demitir ninguém. No caso de demissão a greve deve retornar.

- Pagamento imediato de todo o atrasado!
- Por melhores salários!
- Garantia de não demissão!
- Os trabalhadores não podem pagar pela crise. A culpa é dos patrões!
- Ninguém pode trabalhar doente!Por saúde e melhores condições de trabalho!

A força dos trabalhadores está na união e na luta. Pela continuidade da greve.



PSOL - PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – MAL C. RONDON
PSTU - PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO – OESTE DO PARANÁ



sexta-feira, 6 de julho de 2012

PSOL LANÇA CANDIDATURA JOVEM E NÃO SE COLIGA EM TOLEDO


NOTA OFICIAL:

PSOL LANÇA CANDIDATURA JOVEM E NÃO SE COLIGA EM TOLEDO

Neste ano Toledo terá um fator novo nas eleições. O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL registrou a candidatura a vereador de Lorenzo Gabriel Balen. Embora seja apenas uma candidatura, ela representa a construção de um coletivo de jovens e trabalhadores que buscam construir um novo rumo na política local e regional, com a clara opção pela definição de uma classe: a defesa dos direitos da classe trabalhadora e a luta incansável junto à juventude.

O PSOL veio para Toledo há menos de um ano e, desde então, tem se firmado com sua autonomia de luta política e pela identidade ideológica de se posicionar de forma crítica em relação aos assuntos que permeiam a vida social. Por tal razão e pela sua condição de classe é que o PSOL não aceitou o convite (oferta) para se coligar com os grupos políticos tradicionais do município. 

Temos visto a instalação recente de diversos partidos em Toledo, às vésperas das eleições, demonstrando que vieram com um único propósito: de ser uma legenda de aluguel, transformando as eleições num grande balcão de negócios. Não apresentam claramente para que ou para quem vieram, qual sua proposta política. Mas, com certeza, servirão para beneficiar os velhos partidos que comprarão seus horários na TV e nas rádios. Isso tudo a um custo muito alto a ser pago pela população depois das eleições, pois, ao reproduzir essa mesma prática, distribuirão cargos com salários abusivos e, muitas vezes, agirão com ingerência nos processos licitatórios – a famosa corrupção.
Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif
O PSOL, além de não aceitar esse comércio eleitoral, não se vende e também não compra influência política. Muito menos contrata “cabos-eleitorais” para fazer a campanha.  Nas ruas, nas casas, nos locais de convivência e trabalho, na internet, no “boca-a-boca”; os militantes do PSOL atuarão voluntariamente junto a todas as pessoas que acreditam e constroem uma referência classista na forma de lutar.

No âmbito federal, o PSOL propõe uma forma de organização social construído a partir de experiências de lutas em todo o país e no mundo, que apontam para a superação do capitalismo e pela construção de uma sociedade socialista. Nossa proposta em Toledo ainda é nova e se apresenta como uma ferramenta de organização, politização e luta por ser construída. Deste modo, abrimos espaço para que mais pessoas possam se somar nessa causa. Não para substituir os trabalhadores, mas para levar adiante uma proposta construída pelo coletivo.

Durante os próximos meses, os militantes e apoiadores do PSOL estarão conversando com a população e apresentando um histórico de lutas do partido e as bandeiras que serão propostas pela candidatura, que caminharão na continuada luta em defesa e pela ampliação dos direitos sociais já conquistados.

O PSOL veio para fazer diferente. A candidatura de Lorenzo Balen, além de já conter, em sua trajetória, a responsabilidade e a persistência de luta da juventude - a partir de diversas experiências coletivas, carregará a coragem diante necessidade de mudança e de um novo fôlego para a juventude e todos aqueles que querem uma outra sociedade. Uma sociedade que não privilegie a exploração e o lucro acima da vida social. Que desconstrua o individualismo e a alienação. Que proporcione a tomada de consciência e a garantia da liberdade.

No entanto, essa árdua tarefa é um desafio e uma proposta de luta, que vai além das eleições! E essa é uma tarefa de muitos, para todos os momentos!


PARA VEREADOR: LORENZO BALEN 50.123
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL TOLEDO




sexta-feira, 22 de junho de 2012

CHAMADA PARA A CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE DE TOLEDO-PR

CHAMADA PARA A CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE DE TOLEDO-PR

A Comissão Provisória do PSOL de Toledo, de acordo com a legislação eleitoral vigente, chama seus filiados para comparecem e participarem da Convenção Municipal Eleitoral, que ocorrerá no dia 26 de junho de 2012, terça-feira, às 20h, na ante-sala do mini-auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE/Campus de Toledo, localizada à Rua da Faculdade, 645, Bairro Jardim Santa Maria - Toledo. Na ocasião será decidido sobre a escolha de candidados concorrentes às Eleições Municipais 2012, bem como a postura e participação do partido ante a disputa política em relação ao Executivo Municipal.

Toledo, 21 de junho de 2012

Atenciosamente,

Lorenzo Gabriel Balen
Presidente Comissão Provisória
PSOL Toledo
45 9811-7395
www.psoltoledo.blogspot.com

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Curso "Como funciona a sociedade" reuniu diversos segmentos de trabalhadores da região de Toledo

Nos dias 02 de 03 de junho de 2012, aproximadamente vinte e cinco pessoas participaram do curso de formação política  "Como Funciona a Sociedade I", organizada pelo PSOL Toledo e ministrada por monitores do Núcleo de Educação Popular 13 de Maio. 


Foram 16 horas de intensas discussões, exposições, apresentação de filmes, poesias e diversas oficinas, buscando no conhecimento individual e coletivo de cada participante os elementos que constituem a realidade social. As temáticas levantadas foram em torno da questão da desigualdade social, a luta de classes, a origem da exploração do homem pelo homem, a produção da riqueza e a organização coletiva do trabalho.

O que possibilitou ao curso um funcionamento mais dinâmico e maior riqueza nas discussões foi a heterogeneidade do público, que foi constituído por estudantes de ensino médio e universitários, trabalhadores metalúrgicos, servidores públicos, donas de casa, desempregados, profissionais da educação, trabalhadores de frigoríficos e aposentados. 


Segundo o monitor do NEP 13 de Maio, Cassius Brito, para a realização de cada módulo do curso é preciso compor uma turma com em torno de vinte e cinco pessoas. Para participar dos demais módulos, os interessados devem ter realizado o primeiro módulo. 


Segundo os organizadores, está previsto ainda para 2012 a organização de mais um curso básico, para depois programar o segundo módulo do curso, que contém uma formação mais avançada.


O PSOL Toledo se dispõe a colaborar para a tomada de consciência da classe trabalhadora de Toledo e região, pois "quem sabe mais, luta melhor".


sexta-feira, 25 de maio de 2012

RELATO-DENÚNCIA SOBRE O DESPEJO OCORRIDO EM GUAÍRA-PR


CARTA ABERTA SOBRE O DESPEJO OCORRIDO EM GUAÍRA-PR

Conforme foi noticiado pelos meios de comunicação da região Oeste do Paraná, na manhã do dia 22 de maio de 2012 ocorreu despejo feito pela Polícia Militar de aproximadamente 50 famílias de trabalhadores que residiam no Bairro Vila Alta, em Guaíra. Segundo as informações noticiadas nos meios de comunicação, a desocupação teria sido pacifica e as famílias já seriam encaminhadas para um cadastro para receber casas populares ou para casas de parentes.

Porém, em vista da necessidade de conhecer mais sobre o caso e acompanhar de perto a real situação daquelas famílias, na manhã do dia 24 de maio de 2012 (quinta-feira), uma comitiva de representantes de organizações sociais e políticas da região Oeste/PR, além de um advogado, realizou uma visita a um alojamento, onde se encontra a maior parte dessas pessoas. Ao contrário do que foi noticiado pela imprensa, deparamo-nos com uma situação caótica.

Segundo relato dos moradores a desocupação não foi pacífica. Eles teriam sido pegos de surpresa, no início da manhã, pois não sabiam que estava ocorrendo o cumprimento de uma liminar de reintegração de posse, solicitada pela Prefeitura Municipal. Assim, as famílias foram arrancadas de suas casas sob o terrorismo psicológico imposto pelos policiais e ainda sob ameaça de prisão.

Cerca de 300 homens da PM cercaram o bairro, retirando as pessoas de suas casas, separando os homens das mulheres e prendendo-os numa área próxima. Durante horas essas pessoas foram expostas a uma situação degradante, vexatória de humilhação. Moradores de bairros próximos foram impedidos de se aproximar do local.

Os moradores que haviam saído para o trabalho antes do despejo, ao retornar, depararam-se com os escombros de seus lares, bem como seus móveis destruídos. Foi no curto período de tempo da desocupação até a chegada de caminhões da prefeitura em que os moradores puderam retirar um pouco de seus pertences. Muitos móveis, roupas e eletrodomésticos foram perdidos.

Várias famílias haviam feito empréstimo consignado para construção de suas casas, agora, mesmo sem casa, deverão continuar pagando.

Hoje, a situação dessas famílias é de calamidade. Alguns conseguiram encontrar apoio de parentes. Outros, segundo relato dos moradores, estão nas ruas. A maioria deles está amontoada no Centro Náutico Marinas, mediante recomendação da Prefeitura, em condições sub-humanas.

As crianças estão sem acesso à escola e o transporte não passa na região. Após o poder público criar tal situação de risco para as crianças, agora os representantes do conselho tutelar ameaçam retirar as crianças da guarda de seus pais. Os moradores estão sem acesso aos seus pertences que haviam conseguido salvar inclusive idosos estão sem acesso aos seus medicamentos.Eles estão passando frio e se encontram em condições precárias de higiene. O local é cheio de goteiras, o que mantém as pessoas úmidas o tempo todo. Vários trabalhadores perderam seus empregos.

Segundo os relatos dos moradores, já havia quase um ano que eles estavam na área.São famílias pobres que não tem condições de pagar aluguel. Antes da vinda dos moradores, no local,havia um depósito de entulhos. Posteriormente,houve uma pequena criação de gado. Hoje se encontram no local somente os destroços dos móveis e das casas.

Apesar dessa situação, há pouca repercussão no município de Guaíra cujo à população pouco sabe sobre o futuro dessas famílias. Além disso, as famílias não podem recuperar o que foi perdido enão há garantia de que terão casa popular, apesar das promessas. O que, ainda, se for o caso, pode demorar meses.

Diante dessa situação, as organizações abaixo-assinadas resolvem encaminhar a presente carta aberta à comunidade para divulgar a real situação dos moradores. Fazemos isso, também, como uma forma de cobrar mais publicidade sobre o caso e pressionar o poder público local para que se responsabilize e apresente uma solução imediata para um problema que ele mesmo criou.

Nos solidarizamos com estes trabalhadorese chamamos a população a se somar na construção de uma rede de apoio, visando que seja respeitado o direito dessas famílias, assim como de inúmeros outros trabalhadores de nossa sociedade, a terem acesso a uma moradia digna.

Marechal Cândido Rondon, 24 de maio de 2012.


ADUNIOESTE (Sindicato dos Docentes da Unioeste)/Seção Sindical do ANDES-SN
APLER - Associação dos Portadores de Lesões por Esforços Repetitivos
APP de Luta e Pela Base – Oposição Alternativa  (Núcleo Sindical de Toledo)

Associação Atlética Acadêmica de Engenharias da Unioeste de Toledo - AAAEUT
Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) - Seção Marechal Cândido Rondon

Associação dos Pós Graduandos da UNIOESTE (APG)

Centro Acadêmico Chico Mendes | Geografia - UNIOESTE/ M. C. Rondon

Centro Acadêmico de Ciências Sociais - CACS | Unioeste Toledo
Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca – CAEP  | Unioeste Toledo
Centro Acadêmico de Química - CAQ | Unioeste Toledo
Centro Acadêmico de Secretariado Executivo - CASEC | Unioeste Toledo
Centro Acadêmico de Serviço Social - CASS | Unioeste Toledo
Centro Acadêmico XVIII de Novembro | Direito - UNIOESTE/ M. C. Rondon

Centro Acadêmico Zumbi dos Palmares | História - UNIOESTE/ M. C. Rondon

CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular)/Oeste do Paraná
Diretório Central dos Estudantes (DCE) UNIOESTE/Campus de M. C. Rondon

Diretório Central dos Estudantes (DCE) UNIOESTE/Campus de Toledo

GEOLUTAS – Laboratório de Geografia das Lutas  no Campo e na Cidade

Grêmio Estudantil do Colégio Ceretta/Mal C. Rondon
Grupo de Estudos Marxianos Latino-Americanos
INTERSINDICAL
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – Toledo

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - Marechal Cândido Rondon

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU/Regional Oeste
Pastoral Operária – Marechal Cândido Rondon

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - Comissão Provisória Municipal de Toledo - Paraná